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P`los cabelos

P'los Cabelos nasce da minha vontade de chegar a mais pessoas que não só as que se sentam na minha cadeira do salão. Um dia no salão, entre clientes e amigas, brinquei que o faria e aqui estou!

P`los cabelos

P'los Cabelos nasce da minha vontade de chegar a mais pessoas que não só as que se sentam na minha cadeira do salão. Um dia no salão, entre clientes e amigas, brinquei que o faria e aqui estou!

07
Jan21

Querida filha

Querida filha.

A mamã acredita numa nova era!

Um mundo transformado onde o ser humano se cura, a ele próprio, porque aprende a olhar para ele mesmo e, apenas a olhar para os outros, para se ver a si mesmo.

Um mundo onde já todos entendemos de energia, vibração, auto-conhecimento.

Mas esse mundo está a nascer à pouco tempo e como é tão novo temos que ser resilientes. 

A mamã percebeu, quando tu nasceste, que para saber a mãe que queria ser, tinha que olhar para a sua própria mãe, e parar de a julgar. A mamã percebeu, pela primeira vez, e conscientemente, que a julgava, não se lembrou que o tempo e a base da avó Lu foi outro. E que, talvez por o avô não ter estado tão presente, a mamã se achava a companheira da avó e por isso, tão adulta quanto ela. Mas não era verdade. 

Hoje a mãe sabe que a avó e o avô fizeram com a mãe o melhor que sabiam, e aquilo que eu não compreendo tenho que procurar ajuda para o compreender, porque hoje sou adulta e cuido do meu bem estar interior, tive que rever vários momentos da minha vida e sei que é um trabalho contínuo, eu tive pressa porque queria tê-lo feito antes de cresceres, para que não vivesses as minhas dores, mas tu estás  crescer muito depressa e as dores são difíceis de gerir, é preciso tempo para não afundar demais. 

E foi aí que a mamã entendeu que a nova era vai demorar mais do que pensava, para se verem resultados, porque nem sempre consigo dizer-te o que podes fazer (em vez do afirmar 500x o que não podes). Eu estou a aprender a trocar o meu vocabulário, a ter ferramanentas e a dar-te ferramentas, pelo meu exemplo, pelo meu sentir.

Aceitei depressa que estamos mais ligadas do que imaginava, e que reages logo ao que sinto, mas demorei para saber como mudar isso para não refilar tanto contigo.

Mas hoje vi-te agitada demais, sabia que eu estava muito stressada e sei que mo estavas a reflectir.

Sentei-me, em posição de meditação, e entreguei-me a uma meditação guiada do YouTube, disposta a uma entrega total, por ti! Na tentativa de te acalmar a ti, porque essa coisa de que temos que fazer primeiro por nós ainda não está entranhada! E, à medida que eu relaxada, tu aninhaste-te no meu colo, largaste o telemóvel, sem eu pedir, e adormeceste. 

E eu tive a certeza que não era o cansaço, era o meu stress que não te deixava dormir. Assim como quando eu não ando bem e tu ficas doente para que agente vá descansar para casa. 

Acredito num mundo onde os pais entendem esta responsabilidade, e tratam deles primeiro, mas nós estávamos muito loucos filha! Todos! Muito fora de nós, a dar valor a coisas muito materiais e desconectados de nós mesmos.

Quando tento dizer aos outros que os filhos estão doentes porque eles andam a brigar, ou stressados no trabalho, na vida, enfim, as pessoas ainda não aceitam este conceito, esta responsabilidade.

Vai demorar. 

Talvez, quando tu fores mãe, os humanos entendam que são autênticas "máquinas", ligadas umas às outras, primeiramente à familia, depois à sociedade e depois ao colectivo. 

Mas vamos lá chegar, e um dia, se precisares de terapia para tratar aquilo que te magoei só espero que vejas rápido o quanto te amo, eu e o pai, e que fizemos o nosso melhor! 

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