Gostar de nós, parte 2.
Eu preciso de falar sobre isto.
Temos que gostar de nós, eu sei que já o disse, mas temos mesmo!
Como enfrentamos o mundo (diga-se trabalho, amigos, relações) se não gostarmos de nós? O mundo come-nos vivos, literalmente.
Tive a primeira noção disto teria uns 17 anos quando tive a oportunidade de sair da minha terra.
Que sorte que eu tive, começar sem as amarras, as coisas que eu tinha feito, as alcunhas que a minha familia me deixara. E agarrei-a mesmo! Renasci.
Mas eu sei que muita gente tem que renascer sem sair do seu lugar.
E só vos posso dizer: AMEM-SE MAIS!
Se gostarmos de nós nada disto importa, se isto não fizer sentido digam-no em vós alta para vocês, até acreditarem. As amarras maiores são as que nós criamos, não duvidem.
Tenho medo de parecer um padre a pregoar pelas aldeias mas preciso de o dizer mais uma vez porque às vezes ouvimos isto dos que nos rodeiam e não chega.
Quando nos amamos somos mais sorridentes, temos mais "luz", se é que posso falar assim, e isso atrai coisas boas.
E volto-vos a dizer, não tem a ver com beleza física porque eu gostava tanto de mim nos meus 90kg como gosto agora, ou mais! Porque tinha que me lembrar, sempre, que era " linda" independentemente do que a minha imagem dissesse de mim.
Sim, porque nem sempre conseguimos transparecer o que somos, e é ingrato porque tiram uma conclusão de nós em 4 segundos!
Somos mais, somos muito mais!!
Sabiam que as nossas linhas de rosto, cabelo e corpo também falam sobre nós e que muitas vezes as pessoas também tiram conclusões porque o ser humano está sistematizado para isso.
Linhas verticais são frias, duras, horizontais são largura, diagonais é o quebrar, o incerto, o barulho, o "messy", e as curvas são o doce, o leve...
Ja viram bem que linhas têm mais em vocês?
Que imagem poderão estar a transparecer? Têm noção total disso ou é inconsciente.
Se não olharmos para nós, aceitarmos o que somos, soubermos onde queremos chegar, como vamos chegar lá?
